Como já tinha comentado num post anterior, agora é o Artur que leva a Nônô ao infantário.
Assim que ele a deixa lá, ligo-lhe para saber como correu.
Se comigo a Leonor mais recentemente já ficava bem, sem chorar, com o papá não tem sido bem assim.
Nos primeiros dias em que começou a ir com o pai (á cerca de duas semanas), não sei quem se portava pior, se a Leonor ou se o Artur. Quando lhe ligava, ele dizia com um tom de voz de quem ficou com o coração na boca, e dizia “ficou a chorar”, e eu dizia, mas vieste logo embora não vieste? E ele respondia… “Fiquei um pouco até ela ficar mais calma”.
Hoje, para meu espanto a M, mãe de um menino que está lá no infantário contou-me como foi o comportamento da Leonor quando lá chegou, e digo-vos as palavras da M encheram-me o coração. Fiquei carregadíssima de orgulho.
A conversa foi mais ou menos assim:
M – “O teu anginho esta manhã refilava com o pai, que não queria ficar, o pai lá lhe disse… passa rápido filha, passa rápido!”
Eu – Oh! A Sério?
M – Sim
Eu – Ela quando ía comigo já ficava super bem, desde que vai com ele tem sido terrível!
M – Ela hoje não chorou… refilou com ele
Eu – Ainda bem, nos primeiros dias foi complicado.
M – Hoje não! Ela refilou, fez notar a sua reprovação, o teu marido lá lhe disse que passava rápido, eu meti-me com ela, ele vestiu-lhe a bata e lá ficou ela. Achei-a muito compreensiva para a idade.
Pode parecer banal, mas para uma mãe sabe tão bem ouvir algo assim! Estranho o facto de não ser eu a ir levá-la, e saber que o Artur a acalma desta maneira, enche-me o coração.
Amo estes dois!
Um beijinho

Mamã da Nônô
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Ivânia Rodrigues
Written by Ivânia Rodrigues
Nasci em Faro numa tarde de Outono, em Outubro de 1990. Rapariga de boas notas e sempre certinha na escola, fui até à universidade onde estudei psicologia.