Lembro-me como se tivesse sido ontem, o primeiro dia de infantário da Leonor.
Aquele dia em que o meu coração ficou mais pequeno que uma ervilha. Lembro-me como se tivesse sido ontem, o dia em que deixei pela primeira vez a Leonor com alguém que acabara de conhecer…a educadora!
Mas, esse dia foi há 3anos, à cerca de uma semana, sim, foi, o último dia que entrámos pelo infantário.
Passaram 3anos, a Leonor já não é uma bebé, já tem opinião, corre, canta, dança, brinca, gosta do faz de conta, de purpurinas e de princesas, gosta de tules, de maquilhagens e de histórias do fantástico.
Explica-se como uma crescida e já sabe escrever o seu próprio nome.
Na mochila deixaram de ir para o infantário as chuchas, as fraldas e os biberons. Passámos apenas a enviar uma muda de roupa para qualquer descuido que acontecesse ao longo do dia, assim como o brinquedo que ela escolhia pela manhã para mostrar aos amiguinhos.
A Leonor já escolhe o penteado que quer que eu lhe faça, a cor do verniz que faz questão de usar, e até opina sobre a roupa.
São 3 anos da construção de uma personalidade tão única e tão bonita.
Tivemos muita sorte, a educadora da Leonor era, talvez, a pessoa com melhor capacidade de incutir aos pequenos o quão importante é o respeito pelos outros, o quão importante é expressarmos quando gostamos de alguém, e a real importância de pedirmos desculpa quando magoamos alguém ou quando agimos mal.
Por de trás de uma menina energética e maravilhosa, temos uma criança com um coração do tamanho do Mundo, que conseguiu reter todos estes princípios que lhe foram passados.
Sem dúvida alguma, devemos imenso a todos os profissionais da instituição que a Leonor frequentou.
Foram “mães” e “pais” naquelas 7 ou 8 horas do dia em que estavam com ela, e tenho a perfeita convicção, que dentro da Leonor vem um bocadinho de cada um deles.
Dentro do meu coração haverá também, para sempre uma Teresa e uma Dália (não desfazendo todo o trabalho de uma equipa enorme), a quem só poderei agradecer por todo o amor e dedicação ao longo destes anos.
Custou-me tanto vestir pela última vez a t-shirt da instituição à Leonor, e explicar-lhe que seria o último dia dela ali. Contudo, o que mais custou, foi ao final da tarde quando a fui buscar, agarrar no bibe, no chapéu, colocar dentro da mochila e sair pela porta fora.
Foi a última vez que a porta bateu para nós.
Resta-nos desfrutar das férias nas próximas semanas, e preparar o psicológico para toda a nova fase que aí vem. Afinal, o caminho faz-se caminhando!
E acreditem, o coração já está pequenino só de pensar que vamos para uma nova escola, onde a Leonor vai ficar com alguém que ainda não conheço, onde tudo serão novas descobertas e novas aprendizagens!
Setembro, vem… Mas vem com calma!














